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sábado, 19 de novembro de 2011

CONFERÊNCIA "MULHERES, PAZ E SEGURANÇA no IPJ 25 de Novembro - 20:30 h.


25 de Novembro - 20:30 h.
IPJ Instituto Português da Juventude - Rua Aristides de Sousa Mendes - Portal de Fontelo 3500 – 033 Viseu

Conferencistas:
  • Filomena Pires do Movimento Democrático de Mulheres de Viseu - Violência de Género no Século XXI;
  • Manuela Antunes, presidenta da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Viseu - Casos de violência doméstica, implicações e consequências na vida das crianças. 
  • Catarina Vieira e Castro da ONG Olho Vivo de Viseu - Mulheres, migrações e Direitos Humanos;
  • Lucia Casarola, ex-colaboradora do C.I.R. Consiglio Italiano per i Refugiati (ACNUR Itália) - Ser mulher no Afeganistão, casos de refugiadas afegãs.

Tempo de perguntas e Debate aberto à participação do público após da projecção do filme Persepolis.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CAMPANHA

Sem Mulheres Não Há Paz é uma campanha de Acção de Género para a Paz e Segurança, que exorta ao governo de Portugal para honrar os seus compromissos para com as mulheres em conflito.
A campanha está inspirada na plataforma No Women No Peace da Inglaterra.
As Mulheres na Guerra sofrem actos de violência sexual, deslocação, tortura e sequestro durante o conflito violento, mas as suas necessidades e perspectivas são muitas vezes excluídas e não são consideradas durante a transição para a paz. Para que a paz seja significativa, o fim do conflito deve significar que as vozes das mulheres e opiniões sejam ouvidas e cumpridas.

A campanha vai concentrar-se em garantir que o governo português trabalhe para colocar os direitos das mulheres e a participação das mulheres no centro das discussões em torno da transição de poder no Afeganistão. Dez anos após a intervenção militar, os líderes mundiais preparam-se para discutir a transição das forças internacionais do Afeganistão. Estamos preocupados uma vez que os direitos das mulheres estão a ser marginalizados e as mulheres não serão capazes de participar nesta discussão.

Nas comunidades do Afeganistão as mulheres estão a trabalhar em conjunto para a paz e para proteger e promover os direitos das mulheres. Eles muitas vezes enfrentam grandes perigos para o fazer.
Esta campanha de sensibilização compartilha algumas histórias inspiradoras, e descreve o que se pode fazer para apoiar os esforços desenvolvidos.

EVENTO: 25N ARTISTAS SOLIDÁRIOS CONTRA A VIOLÊNCIA DE GÉNERO


 25 NOVEMBRO 2011-DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA VIOLÊNCIA SOBRE AS MULHERES
  • 16:00 h. Praça do Rossio:
    • Exposição de obras na praça, musica e performance - Campanha informativa
    • Ao mesmo tempo, a creação de um mural feito por jovens artistas locais e pelos cidadãos, com tema “mulheres e paz”
O mural será exposto no IPJ (Instituto Português da Juventude) junto com informação sobre a campanha outros quadros feitos para esta data.

  • 18:00h. Marcha solidária da Praça do Rossio até ao Largo da Sé:
    •  Vigília com velas e lenços verdes.
  • 20:30 h. Conferência no IPJ Instituto Português da Juventude em "Mulheres Paz e Segurança"
      • Filomena Pires do Movimento Democrático de Mulheres - Violência de género no século XXI;
      • Manuela Antunes, presidenta da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Viseu;
      • Catarina Vieira e Castro da ONG Olho Vivo - Mulheres, Migrações e Direitos Humanos;
      • Lucia Casarola do C.I.R. Consiglio Italiano per i Refugiati, (ACNUR Itália) - Ser Mulher no Afeganistão.
  • 21:45 h. Projecção do filme Persepolis no IPJ com o apoio de Cineclube Viseu

PORQUÊ O AFEGANISTÃO?

 Quando a Operação Liberdade Duradoura foi lançada no rescaldo dos ataques do 11 de Setembro de 2001, a situação das mulheres no Afeganistão foi invocada como uma crise humanitária, justificando a intervenção militar .

Quando os EUA e o Reino Unido entraram no Afeganistão em 2001, eles prometeram melhorar a vida das mulheres afegãs. O governo de Portugal enviou as primeiras tropas em 2005. Nos últimos dez anos, alguns progressos foram feitos, especialmente nas áreas de educação, o direito ao trabalho e maior liberdade de movimento fora de casa.

No entanto, o Afeganistão é considerado o país mais perigoso para as mulheres.
As mulheres ainda continuam a sofrer discriminação e violência no Afeganistão. Isto inclui os casamentos na infância e forçados, a violência sexual e doméstica, e “baad”  a troca de mulheres e meninas como forma de pagamento ou para resolver disputas.

Para estudar, as jovens afegãs sujeitam-se a ser penalizadas por ataques de ácido "Quem me fez isto não quer que as mulheres tenham instrução. Quer que sejamos burras."

Dez anos após a intervenção militar, estamos a pedir ao governo de Portugal para garantir que os direitos das mulheres sejam centrais nas discussões sobre o futuro. Precisamos de todos para tomar medidas e lembrar ao governo as promessas que fizeram às mulheres afegãs.

Resolução 1325 “Mulheres Paz e Segurança” pela ONU

O Conselho das Nações Unidas no dia 31 de Outubro de 2000 aprovou cinco resoluções (1325 Security Council Resolution) sobre as questões das mulheres, paz e segurança, onde reconhece a importância de incluir as mulheres nas negociações e construção da paz.

11 anos depois

No entanto, apesar dos compromissos dos países e da ONU e do trabalho dos activistas dos direitos das mulheres, as mulheres continuam a ser excluídas das negociações de paz formais. Nos últimos 25 anos, apenas 1 em 40 signatários de acordos de paz foram mulheres. Além disso, apenas 16% dos acordos de paz mencionam as mulheres, e muitas vezes até mesmo os que se referem a mulheres, fazem-no para restringir os seus direitos.

A tomada de decisão inclusiva não só é um processo melhor e mais propenso a levar a uma paz duradoura, mas também as mulheres têm o direito de participar na decisão sobre o seu futuro e o das suas comunidades e do país.

Não há paz duradoura que possa ser obtida após um conflito, a menos que as necessidades das mulheres sejam atendidas - e não somente a justiça para as vítimas de crimes de guerra, mas o seu envolvimento activo na criação de uma sociedade em que seus direitos sejam respeitados e suas vozes sejam ouvidas.